Design Instrucional: entenda o que é e como fazer

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Design-Instrucional

Você já se pegou planejando um treinamento sem saber por onde começar? Isso é mais comum do que parece. Programas de ensino-aprendizagem exigem um planejamento bem pensado para otimizar a absorção de conteúdo. É para fazer essa “arquitetura” de programas de ensino que existe o design instrucional.

Se você ainda não está familiarizado com o tema, siga a leitura! Nesse texto, vamos ensinar como o design instrucional funciona na prática e como aplicar nos seus treinamentos corporativos.

O que é design instrucional?

Design Instrucional é o planejamento, estruturação e desenvolvimento de conteúdo educativo, como cursos, treinamentos e programas de ensino. Trata-se de “desenhar” materiais de aprendizagem com alto nível de detalhamento, de modo a atingir determinados objetivos.

Estruturar um conteúdo educativo exige definição de papéis, público alvo, objetivos claros, estratégia para a transmissão da mensagem, alinhamento com a estratégia e posicionamento do negócio e uma forma organizada de colocar tudo em prática. Sem esses cuidados, os cursos e treinamentos podem não ser efetivos e fugir do foco inicial.

Portanto, o design instrucional é uma forma de botar tudo em ordem para que os materiais sejam capazes de ensinar os aprendizes da melhor forma possível. Ele pode ser aplicado tanto no ensino formal, como em escolas e universidades, quanto em cursos livres, como programas de treinamento e cursos online.

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Nos treinamentos corporativos, um bom design instrucional é indispensável para que os colaboradores absorvam o conteúdo. Treinamentos mal planejados em uma empresa são um desastre: não geram engajamento dos colaboradores, não alcançam o objetivo de desenvolvimento, a qualidade do trabalho não melhora e os resultados para a empresa simplesmente não vêm.

É aí que entra essa técnica: as práticas do design instrucional são orientadas por pesquisas na área de educação, psicologia e comunicação. Portanto, trata-se de conhecimento científico aplicado para otimizar o ensino. Na verdade, há até um profissional específico para fazer essa estruturação da aprendizagem, o designer instrucional:

Designer instrucional

designer instrucional é como um engenheiro de cursos. É o profissional que conhece design instrucional como a palma da mão, e está devidamente capacitado para colocar em prática todas as ferramentas que dispõe para criar conteúdo –seja cursos, treinamentos ou aulas – efetivo, que ensina de forma clara e otimiza o aprendizado.

Esse profissional geralmente é contratado por instituições de ensino quando decidem criar um novo curso ou, ainda, quando um programa de aprendizagem não rende bons resultados e a empresa não sabe o que fazer.

Porém, o design instrucional não está restrito a esses profissionais. É essencial que professores, instrutores, criadores de conteúdo e profissionais de RH conheçam pelo menos o básico sobre as práticas do design instrucional.

Como o design instrucional ajuda na prática?

O design instrucional funciona basicamente sobre quatro propósitos:

  1. Criar processos de aprendizagem e materiais didáticos eficazes, capazes de ensinar aquilo que se pretende ensinar;
  2. Esses processos e materiais devem ensinar o máximo possível com menos desperdício de tempo e trabalho;
  3. Os materiais devem ser fáceis de consumir e simples de aprender, levando em conta o perfil do público-alvo;
  4. custo-benefício precisa ser viável.

Portanto, um bom design instrucional ajuda na criação de cursos e treinamentos mais eficientes para a sua empresa. Isso traz uma série de benefícios. Veja:

Benefícios do design instrucional

Foco no aprendiz

Um bom design instrucional coloca o foco dos treinamentos no aprendiz. Ou seja, o desenho do processo de aprendizagem leva em conta o nível no qual os aprendizes se encontram nos conhecimentos sobre o assunto, seu estilo de aprendizagem, capacidade de evolução, principais dificuldades etc.

Cria um processo sistemático

Quando há um bom trabalho de design instrucional na criação de um curso ou treinamento, nenhuma parte do conteúdo está lá à toa. Cada detalhe é pensado para otimizar o aprendizado, e o processo de ensino é organizado com papéis e responsabilidades.

Estabelece objetivos

Quando um treinamento ou curso é mal planejado, ele está fadado ao fracasso. Se não houver objetivos claros e ninguém souber as melhores formas de atingir esses objetivos, ninguém vai chegar a lugar algum. É aí que entra o benefício de contar com um bom design instrucional: isso ajuda a definir bem os objetivos e aplicar as melhores técnicas para atingi-los.

Como fazer design instrucional em 5 etapas

Quando pensamos em design instrucional, 3 perguntas precisam ser respondidas:

  • Aonde vamos?
  • Como chegaremos lá?
  • Como saberemos quando chegarmos?

A resposta para a primeira pergunta é a definição dos objetivos da instrução. A da segunda é a definição das estratégias e métodos que serão utilizados. E a última é a avaliação dos resultados. Para fazer um processo de aprendizado com design instrucional, o mais comum é utilizar 5 etapas:

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Esse modelo é conhecido como ADDIE, acrônimo em inglês para analize, design, develop, implement, evaluate. Vamos ver como funciona cada etapa?

1. Análise

A etapa de análise consiste em entender o cenário e identificar os problemas de aprendizagem a serem solucionados. Esses problemas nada mais são do que o gap entre o desempenho que os colaboradores deveriam possuir e o que eles realmente possuem. Esses gaps indicam competências e habilidades que precisam ser trabalhadas.

Faz parte dessa etapa ter consciência de que nem sempre esses gaps de desempenho ocorrem por falta de treinamento. Alguns problemas organizacionais podem estar relacionados a processos mal desenhados, baixa motivação, equipamentos inadequados etc. Muitas empresas caem no erro de tentar resolver, por meio de treinamentos, problemas que não têm sua causa-raiz na falta de capacitação.

Agora, quando o problema de desempenho é causado pela falta de conhecimento ou habilidade, aí sim temos um problema instrucional a ser solucionado. Logo, a missão aqui é encontrar esses problemas, o que requer investigação.

Uma boa prática é ouvir os colaboradores e gestores, que estão diretamente envolvidos com o processo de trabalho. Às vezes, não é possível ouvir todos. Por isso, você pode priorizar pessoas ou áreas conforme indicadores de desempenho do negócio. Por exemplo: se os indicadores de vendas estão abaixo das metas, pode ser um sinal de que é preciso focar no treinamento da equipe comercial.

Outras questões chave da etapa de análise, além do levantamento das necessidades de aprendizagem, são:

  • Levantamento das condições (infraestrutura, orçamento, prazos etc.)
  • Análise do público-alvo (quem são os aprendizes, seus conhecimentos prévios, aspectos motivacionais etc.)
  • Análise dos objetivos (o que os aprendizes precisam ser capazes de fazer?)

2. Planejamento

É na etapa de planejamento que serão pensadas as ações para resolver os problemas instrucionais identificados. É aqui que você vai pensar no formato de treinamento, nos instrutores, nas mídias ferramentas necessárias, nas metodologias de ensino etc.

Também é aqui que são planejados os materiais didáticos, ou seja, aulas e materiais complementares. O conteúdo deve ser sequenciado em atividades, disciplinas, módulos etc.

As questões primordiais dessa fase são:

  • Quais são as estratégias de ensino mais adequadas?
  • Como motivar os aprendizes?
  • Quais são as mídias e modelos de treinamento mais adequados?
  • Como será sequenciado o conteúdo?
  • Será proposto algum tipo de desafio ou as aulas serão apenas expositivas?

Com o planejamento feito, surge um documento importante: o projeto instrucional. Trata-se de uma forma de materializar o planejamento e documentá-lo. É nesse documento que constam os problemas encontrados na fase de análise, os objetivos e a forma como serão atingidos. O projeto pode tomar a forma de um mapa conceitual, para facilitar sua observação. Além disso, você pode criar uma matriz de desenho instrucional, que é uma ferramenta visual para organizar o planejamento.

Matriz de design instrucional

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O segredo é detalhar o máximo possível. Quanto melhor for o seu planejamento, mais fácil será a execução.

3. Desenvolvimento

Agora é hora de botar a mão na massa e desenvolver os conteúdos planejados. Quanto mais cuidadosas forem as fases de análise e planejamento, mais fácil será a fase de desenvolvimento.

É muito importante que você produza conteúdo fácil de digerir, simples para os aprendizes entenderem. Busque fugir de conteúdos longos e use conteúdos interativos, pois vão ajudar a alcançar o engajamento dos colaboradores.

Também é importante avaliar o desempenho do programa de ensino ao longo do seu desenvolvimento, para concertar as lacunas e pontas soltas antes que o programa seja implementado. Para isso, revise constantemente o planejamento e peça feedback dos futuros aprendizes e dos especialistas.

No fim, se pergunte se o produto desenvolvido está de acordo com o plano instrucional e se há alguma forma de melhorá-lo antes da implementação.

4. Implementação

Agora, é hora de colocar tudo em prática e implementar o programa de aprendizagem. Para evitar problemas, é comum iniciar com um curso piloto aplicado a um pequeno grupo de pessoas, como uma única equipe da empresa.

Assim, problemas podem ser corrigidos antes que o programa seja implementado em uma escala maior.

5. Avaliação

A etapa de avaliação é a última, e consiste em verificar se os objetivos iniciais foram atingidos. Além de identificar se o programa de aprendizagem foi eficiente, é necessário procurar pontos que precisam melhorar para programas futuros.

Uma boa forma de avaliar os resultados é utilizando indicadores de treinamento. Os indicadores demonstram, em números, o nível de eficácia dos treinamentos aplicados. Temos um infográfico com 11 indicadores de treinamento para acompanhar de perto. Leia para entender como funciona!

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Design Instrucional no EAD

Parte do planejamento no design instrucional é decidir o formato do treinamento. No mundo corporativo, o formato EAD já é uma realidade em 89% das empresas com universidade corporativa. O EAD é muito útil no contexto do design instrucional, pois:

  • Plataformas EAD permitem configurar trilhas de aprendizagem que organizam o conteúdo conforme o plano instrucional. Essas trilhas são atribuídas aos colaboradores conforme aquilo que precisam aprender;
  • Também permitem a utilização de diversos recursos e ferramentas de ensino, como jogosvideoaulase-books e aulas síncronas;
  • Além disso, plataformas EAD oferecem indicadores para que você possa acompanhar o progresso do desenvolvimento das pessoas, avaliar a eficiência dos programas de treinamento e as necessidades de aprendizado dos colaboradores.

Treinamentos EAD quebram barreiras geográficas, otimizam o tempo, reduzem os custos, flexibilizam o horário de aprendizagem e ajudam a padronizar os cursos. É por causa desses e muitos outros benefícios que o EAD corporativo cresce cada dia mais!

Temos um post completo apenas sobre treinamentos EAD. Nele, explicamos melhor os benefícios desse modelo no mundo organizacional e como aplicar na sua empresa! Leia já para aprender tudo sobre esse assunto!

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