Job rotation

Capacitar colaboradores, por mais importante que seja, pode se tornar repetitivo e maçante, o que desmotiva os profissionais e afeta seu desempenho. Por isso as empresas estão sempre criando novas técnicas de treinamento e desenvolvimento, para que o aprendizado seja mais dinâmico e divertido. E quando falamos de práticas dinâmicas, job rotation vem logo à mente.

Essa técnica, no entanto, não serve apenas para deixar os treinamentos mais divertidos. Job rotation muda todo o modo de trabalho de uma empresa, mudando o foco em apenas algumas funções, para um olhar mais amplo da organização e disseminação de capital intelectual.

Com esse e muitos outros benefícios em mente, vamos falar sobre a importância de aplicar o job rotation. Mas antes, precisamos entender o que é essa técnica. Vamos lá?

O que é job rotation?

Job rotation, ou rotação de trabalho, é uma técnica de treinamento onde um colaborador realiza as atividades de outros setores da empresa por um tempo determinado, assim adquirindo conhecimento em várias áreas e se familiarizando com os processos da organização.

Esse tipo de prática vem se popularizando pois, com a competitividade do mercado, as empresas estão buscando colaboradores que se destacam e que conhecem bem a empresa e cada um de seus setores e processos. Desse modo, a produtividade aumenta junto com o engajamento dos colaboradores.

Além disso, job rotation também é muito usado em programas de integração de novos colaboradores, já que assim eles se familiarizam com a empresa mais rapidamente e já passam a produzir e entregar resultados mais cedo.

Onboarding: como acelerar a integração de novos colaboradores e engajá-los na sua equipe

Mas, assim como vantagens, job rotation apresenta desvantagens. Por isso, é importante ficar atento a elas e de que modo cada uma afeta a empresa, par que você saiba se esse tipo de prática é a ideal para suas necessidades. Para te ajudar a decidir, listamos abaixo as principais vantagens e desvantagens de um job rotation:

Vantagens

Engajamento

Colaboradores que conhecem a empresa em que trabalham, além de produzirem mais e melhor, se sentem mais conectados ao ambiente de trabalho e, consequentemente, mais engajados com os projetos e iniciativas tomadas. Podem inclusive contribuir com ideias e opiniões úteis para os processos organizacionais.

Entendimento sobre a empresa

Ao executar as funções de vários setores, o colaborador desenvolve um olhar mais amplo da empresa, entendendo que todos os processos estão conectados e que o resultado de um depende diretamente do anterior. Isso faz com que ele tenha consciência dos efeitos do seu trabalho e realize suas tarefas com mais comprometimento.

Identificação e gestão de talentos

Quando um colaborador passa a trabalhar em novos setores, pode acontecer dos gestores perceberem um bom desempenho em uma função específica, e assim descobrir um talento naquela área. Um vendedor que se saiu muito bem executando as funções de um redator, por exemplo. Em casos assim, os gestores podem propor ao colaborador uma realocação de cargo e uma capacitação, para que ele passe a trabalhar como redator e gere melhores resultados do que gerava como vendedor.Gestão de talentos na TI

Empatia entre colaboradores

Ao trocar de funções, os colaboradores conhecem as funções de seus colegas e passam a entender sua parte no processo produtivo, além de lidar com sua carga de tarefas. Isso faz com que as equipes se coloquem no lugar das outras. Isso cria empatia entre colaboradores, tornando o ambiente de trabalho, que já é cheio de cobranças, mais leve e amigável.

Mais produtividade

Um colaborador que entende os processos da empresa e está engajado com sua visão sabe exatamente como trabalhar para alcançar os objetivos definidos. Assim, ele desenvolve autonomia para executar suas funções sem o monitoramento constante dos gestores e com liberdade para tomar decisões benéficas para a instituição.

Menos custos

Job rotation é uma das técnicas de treinamento mais práticas existentes. Por isso, os treinamentos tradicionais, que envolvem aulas, palestras e workshops, se tornam investimentos opcionais, para desenvolver competências mais específicas. Além disso, não exige muito equipamentos além do que a empresa já tem.E-book gestão por competências

Desvantagens

Conhecimento limitado

Ainda que os colaboradores passem por vários setores da empresa, o conhecimento adquirido em cada função não é suficiente para a execução efetiva dessas tarefas. Ou seja, o colaboradornão aprende o suficiente sobre cada tarefa, e se os gestores quiserem que ele a execute com frequência, será necessária a aplicação de um treinamento tradicional para realmente desenvolver as competências exigidas pelo cargo.

Atraso no processo produtivo

Assim como os alunos, os colaboradores dos setores envolvidos precisarão se afastar de suas tarefas, para que possam orientar o recém-chegado. Isso resulta em várias tarefas estagnadas e muitos colaboradores deixando de fazer suas entregas.

A principal consequência disso é o atraso do processo produtivo, ou seja, algo com data de entrega para uma semana provavelmente será adiado para a próxima. Até um fechamento de negócio pode demorar mais para se concretizar. Por isso, é importante que os organizadores do treinamento escolham uma época mais tranquila na empresa, em que as equipes não estejam lidando com entregas muito importantes.

Aprendizado constantemente interrompido

Um job rotation não pode durar muito tempo, já que os processos precisam ser devidamente executados pelos colaboradores capacitados para que o desempenho da empresa não caia. Por conta desse curto período disponível, o colaborador nunca tem tempo suficiente para se adaptar às novas funções, tendo que partir para a próxima.

Depois de conhecer algumas vantagens e desvantagens, você já sabe se job rotation é benéfico para sua empresa, não é mesmo? Então agora vamos te explicar como aplicar essa técnica, confira:

Como aplicar o job rotation na sua empresa?

Assim como todo treinamento, o job rotation precisa de um período de planejamento e estudo, para que nada de errado ocorra durante sua aplicação e a empresa não se prejudique. Para aplicar essa técnica, os quatro passos a seguir não podem ser deixados de lado:

Avaliar os colaboradores

Para saber quais funções cada colaborador deve executar e quais competências precisam desenvolver, é importante fazer uma avaliação de desempenho. Essas avaliações vão indicar os pontos fortes e fracos dos colaboradores, assim como suas competências técnicas e comportamentais.

Com esses dados em mãos, os gestores sabem exatamente o que precisa ser feito e podem planejar o treinamento com antecedência, incluindo por quais setores o colaborador precisa passar para desenvolver as competências necessárias e os que lhe ajudarão a entender o processo produtivo da empresa e criar empatia com os colegas.

Precisa conhecer mais sobre avaliações de desempenho? Então confira nosso texto sobre o assunto e aprenda o que são e como aplicar uma na sua empresa!

Planejar um cronograma

Como mencionamos anteriormente, é recomendável que um job rotation não se prolongue muito. Por isso, para abranger competências importantes em pouco tempo, é necessário um planejamento minucioso antes da aplicação do treinamento.

Esse cronograma deve conter quais setores serão envolvidos no treinamento, junto com o tempo que o colaborador permanecerá em cada função. Além disso, é importante planejar a trilha que o colaborador fará, que deve respeitar a ordem dos processos da empresa.

Engajar os setores envolvidos

Após definir os setores envolvidos no treinamento, é necessário prepará-los para receber o colaborador. Isso porque eles serão responsáveis por ensiná-lo e monitorar seu desempenho nas tarefas que lhe foram designadas e precisam garantir que tudo seja feito corretamente.

A equipe também tem como função passar seu conhecimento em frente, não só sobre as tarefas realizadas, assim como sobre procedimentos da cultura empresarial e dicas sobre o dia a dia no ambiente de trabalho. Essa prática chamada gestão do conhecimento ajuda os novos colaboradores a se habituarem à empresa mais rapidamente.

Dar e receber feedbacks

É muito importante, ao fim de um job rotation, reunir os participantes e lhes dar um feedback sobre seu desempenho em cada função que executaram. Desse modo eles saberão onde mostraram potencial e onde precisam melhorar, e também podem opinar sobre quais funções gostaram mais de realizar e quais dificuldades tiveram durante o treinamento.

Assim é possível que gestor e colaborador entrem em um consenso sobre o que fazer em relação às tarefas do profissional, como se uma realocação de cargo é possível, se alguma competência precisa ser melhor desenvolvida, entre outras abordagens. É importante prezar pelo diálogo, para que ambos fiquem satisfeitos com o resultado.

Essa cultura do feedback ajuda para criar um ambiente organizacional onde o colaborador se sente valorizado e se esforça para continuar crescendo na empresa. Isso ajuda a empresa a reter talentos, por meio da motivação e engajamento. Quer entender melhor sobre retenção de talentos? Então confira nosso post sobre o assunto!

Agora você conhece o job rotation, mas essa é apenas uma de várias práticas de treinamento e desenvolvimento, cada um com seu foco e soluções. Caso o job rotation não seja o ideal para sua empresa, que tal conhecer outras técnicas? Confira nosso e-book sobre treinamento e desenvolvimento e confira os principais tipos e técnicas para a sua empresa!

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